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Diante de um ano com bons lançamentos e a nova geração se estabilizando, 2021 tinha Far Cry 6 como um dos mais aguardados games. O jogo da Ubisoft que tinha a proposta de uma revolução em uma ilha caribenha contava tanto com expectativas quanto com Giancarlo Esposito, um super nome para ser o vilão. Vamos analisar aqui o que deu certo e errado no popular game.

Agradecemos a equipe responsável por Far Cry 6 Brasil pelo envio da cópia em antecipado.

Yara é maravilhosa

Reprodução/Ubisoft

Logo de cara, vale começar falando sobre Yara, local onde se passa o game. A ilha estaria fazendo parte da região do Caribe na vida real, logo, se pode imaginar as paisagens maravilhosas que encontramos por lá. É fácil dizer que Yara é uma personagem do jogo, pois a todo momento em que estamos jogando entramos de cabeça naquele universo.

A ambientação é fantástica e o ponto forte do game. Os cenários estão muito bonitos e extremamente bem construídos, com boas áreas de exploração e um trabalho visual de se encher os olhos. Também, a quantidade de ambientes diferentes é bem notável! No jogo, temos regiões de mapa, campos abertos, cidades bem no estilo das cubanas, pântanos e lugares no meio do mar. No aspecto visual Far Cry 6 não deixou nada a desejar em seu ambiente.

Outro ponto que chama atenção de Yara é seu enorme mapa. Confira uma imagem abaixo para de ter uma noção:

Reprodução/Ubisoft

O mapa do jogo é enorme. Olhando para ele, iniciamos o game ali naquela ilha do canto inferior esquerdo e já nela temos uma sensação de que o ambiente é enorme. Quando a trama se expande para as demais, é realmente intimidador o tamanho do que temos para explorar. A locomoção entretanto ajuda bastante nisso, afinal temos no game:

  • Carros;
  • Caminhões;
  • Tanques;
  • Motos;
  • Aviões;
  • Helicópteros;
  • Barcos;
  • Cavalos;
  • Viagem rápida.
Reprodução/Ubisoft

O mais divertido disso tudo é que são muitas as opções em cada um dos veículos e como se isso já não bastasse tem como customizar basicamente todos. A viagem rápida rápida jogo também funciona bem, mas a maior parte do tempo se tem vontade de ir percorrendo todo o cenário.

História, gameplay e os parças

Antón Castillo. Esse é o nome do poderoso e temido ditador de Yara. A trama do jogo se dá pela seguinte: Antón tem em mãos o que ele diz ser a cura de uma doença, entretanto na verdade se trata de um veneno, basicamente; não somente isso, está a frente de Yara em um regime ditatorial, onde não pensa duas vezes em colocar exércitos violentos nas ruas e abusar do povo yarense; nós, juntos do grupo revolucionário Libertad, temos como objetivo acabar com o poder de Castillo.

Com a história resumida, presume-se que o game seja no padrão que conhecemos de Far Cry e de fato é. Durante a trajetória, vamos enfraquecendo Antón, assim como em outros games. O primeiro problema de Far Cry 6 se encontra aqui, na minha opinião. Giancarlo Esposito é muito grande para pouco tempo de tela. Claro, a franquia toda teve vilões marcantes os quais não apareceram muito, mas nesse jogo esperava uma postura mais ativa por conta justamente do grande nome na atuação. O sentimento que fica, também, é de que o vilão vilão muito distante do protagonista. Por mais que se trate de um revolucionário contra um presidente, faltou mais ligação entre ambos para intensificar a trama.

Reprodução/Ubisoft

A gameplay do jogo é de repetição mas é muito mais diversificada do que a de Far Cry 5, por exemplo. A base do que fazemos é conversar com os aliados e realizar um favor, como o padrão da franquia. Todo o jogo é repleto de ação e muitos tiros, explosões, o que deixa a fluidez bem frenética.

Agora, um ponto forte foram os chamados “parças” do game, que são os pets. É incrível e diferente a quantidade de animais que temos como aliados, sendo bem divertido utilizar deles. Entre o famoso cãozinho Chorizo, passando pelo crocodilo Guapo e chegando até a pantera Champanhe, cada um tem sua função e uma forma mais adequada de se utilizar, hora mais violento ou mais inteligente. A interação com eles também é super legal, se apegando aos bichinhos.

Reprodução/Ubisoft

Afinal, vale a pena?

Sim, Far Cry 6 vale a pena, mas com muitas ressalvas. É um jogo excelente para se divertir e dar risada, mas não espere uma obra-prima. Inclusive, na minha opinião o principal problema de Far Cry 6 é até mesmo da franquia é não saber o que quer. No jogo (atenção para pequeno spoiler) após uma grande batalha intensa vem uma cutscene em sequência de um aliado dançando quase nu. Não tem problema algum nisso, mas no contexto em que foi colocado fica um misto de sentimentos e não tem conexão.

Essa variação é o principal ponto fraco. Existem inúmeros jogos e inúmeras formas de ser sério e ter alívios cômicos, no caso de Far Cry 6 não sabem dosar. Seria melhor se focassem em uma abordagem séria ou não levasse nada a sério de uma vez, mas essa situação atual é complicado.

Ainda, o jogo tem bugs e uma inteligência artificial nada inteligente. Os bugs não são os maiores e nem em grande quantidade, mas são comuns. Quanto a IA, tive problemas de aliados me seguirem em missões várias vezes. O objetivo era “resgate o fulano” e ao resgatá-lo para fugir o mesmo não me seguia, ficava parado, ocorrendo isso em várias missões. Nas estradas é comum que absolutamente sem motivos outros carros colidem colidam o seu também.

Reprodução/Ubisoft

As ressalvas colocadas servem para atentar aos jogadores. Caso isso não incomode e pense em um jogo para descontrair, vale a pena sim e é o que a maioria busca. A história tem mais de 10 horas de gameplay e as secundárias aumentam o jogo para mais de 20, então tempo não será problema. Far Cry 6 é interessante mas não é um dos melhores do ano.

Positivo
  • Cenários lindos
  • Praças são super divertidos
  • Muita customização
  • Mapa grande
Negativo
  • Inteligência artificial fraca
  • Missões que se repetem
  • Pouco tempo de Giancarlo Esposito
  • O jogo não sabe se quer ser sério ou não
  • Cutscenes muito abaixo do normal
Nota 70


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