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Deathloop foi desde seu início um jogo com muitas dúvidas ao seu redor. Promissor o título sempre foi, entretanto poderia ele convencer o público? A história com looping temporal seria de fácil compreensão para atrair jogadores? E mais, a Bethesda poderia marcar mais uma vez um jogo de qualidade no estilo shooter e em primeira pessoa? Para todas as perguntas, as respostas são positivas. Deathloop é ótimo! Vamos falar sobre ele agora.

Agradecemos a equipe do game pelo envio de uma cópia em antecipado.

Explicando a história e as questões temporais

Começar pelo ponto que gera mais incertezas é importante, pois então vamos lá. Em Deathloop, o tempo é protagonista. Seja na gameplay ou na história, tudo que envolve os chamados loopings temporais coordenam o game. Comandamos Colt, o protagonista do jogo, o qual tem como objetivo acabar com o ciclo em que está inserido.

Mas que ciclo é esse? Tudo ainda fica confuso, certo? Mas não é um game tão absurdo assim. A história é a seguinte:

Existem os chamados visionários que vivem dentro de um ciclo, o qual é eterno. Você, Colt, é um deles, que no caso “acorda” desse eterno looping e quer quebrar o mesmo, quebrar o ciclo. Com isso, sua missão é matar todos os outros.

Uma missão e tanto

Com o entendimento da história mais simples, agora podemos falar como funciona toda a questão de horários e voltas no tempo. No jogo, existem quatro cenários e quatro horários:

  • Manhã;
  • Meio-dia;
  • Tarde;
  • Noite.

Sobre ir e voltar no tempo, tudo vai de acordo com seu objetivo. Irei criar uma história hipotética para exemplificar. Imagine que seu objetivo é matar “x”. Para isso, você deve entrar no apartamento dele durante a noite, entretanto o mesmo está trancado. Com isso, você deverá em um ciclo ir ao apartamento de tarde, descobrir uma informação para que de noite esteja disponível.

A ideia funciona basicamente assim com todas as ações. O jogo faz com que idas e vindas, nos mais distintos horários, se liguem na missão como um todo e isso é super interessante. Tudo orna bem e é bem feito, sem dar aquele sentimento de “o que está acontecendo?”.

Mas nem tudo é uma beleza

Calma, não se trata sobre a qualidade do jogo esse tópico e sim sobre problemas do nosso personagem. Lembram dos quatro horários dos dias? Pois bem, a cada fim de noite… Tudo se perde. Todos os itens e adereços conquistados não passam de um ciclo para outro, entretanto há um mecanismo que possibilita que o player escolha itens, os quais irão ficar como “eternos”.

Além desse pequeno aspecto, há um outro super importante: Todos querem matar Colt.

Sempre alerta!

Colt é quem está querendo quebrar o ciclo e com isso todos os outros personagens, sejam os visionários ou os simples NPC’s, querem matá-lo para que a harmonia seja mantida. Isso faz com que toda gameplay do game seja em torno de muito tiro e matança, sem aliados basicamente.

E no meio disso entra Julianna, que pode ser dita como co-protagonista do game. Julianna é mais uma que quer lhe matar, mas a relação entre Colt e ela não é exatamente de ódio. O contexto em que ela se insere é muito legal e diversifica bastante a gameplay. Basicamente, Julianna é bem mais forte que qualquer NPC e a qualquer momento um aviso dizendo “Julianna está a caça” pode aparecer na tela. É de maneira aleatória e se você não matar, ela lhe mata.

Multiplayer bem divertido

Aproveitando o gancho de Julianna, é com ela que jogamos o multiplayer. Sim! Uma grande dualidade, proporcionando que tenhamos a visão do outro lado. Jogando como Julianna, nosso objetivo é entrar nos cenários e matar Colt. A cada tentativa e jogatina nosso nível aumenta e podemos também manter itens interessantes.

Jogando como Colt, há uma opção de disponibilizar o multiplayer ou não. A algoz pode ser controlada pelo game também, caso seja essa sua vontade. Já, controlando ela, sempre será possível entrar na gameplay de outra pessoa e o objetivo será simples: Matar quem está jogando como Colt.

Muitas opções de armas combinam com qualidade técnica

O gunplay de Deathloop é excelente, realmente satisfatório. Falando sobre as armas, o jogo dá muitas opções do que se utilizar, como pistolas, armas com silenciador, metralhadoras, sub-metralhadoras, armas pesadas, lança-granadas, escopetas e muitos mais. Todas elas podem ser melhoradas por meio dos chamados berloques, os quais dão mais dano, tiros em sequência e mais aspectos de melhorias.

Existem berloques, também, para o personagem. Eles possibilitam mais velocidade, pulos duplos, maior dano, mais vida, uma experiência mais sólida no geral. Outro item importante é o que chamam de placa. Na verdade, são as placas, pois existem várias. Elas são o “poder especial” em Deathloop. Com elas, é possível se teletransportar pelo cenário, ficar invisível por instantes, ter um upgrade de dano e mais habilidades.

Ótima ambientação

No DualSense tudo é incrível! Os passos podem ser sentidos pelo controle e os gatilhos adaptáveis são bem utilizados, com bastante variação de uma arma para outra.

Se tratando de bugs, são pouquíssimos os presentes no jogo. Na verdade, lembro de uma situação ou outra, mas não tive problema algum que seja notável. Os gráficos não são o ponto forte do game, mas desempenham bem seu papel, com ótima performance e boas texturas. A parte sonora é realmente fantástica, com um som ambiente muito bem feito e extremamente detalhado em todos os sentidos.

Deathloop vale a pena

A conclusão final é de que Deathloop é ótimo e vale muito a pena. Apesar da natural desconfiança de muitos sobre o entendimento do game, o jogo é eletrizante e um um bom game de ação. Tanto a história principal quanto o multiplayer entregam tudo que se espera deles, assim como a proposta não fica confusa. Um ponto fraco é a falta de foco em alguns momentos, faltando clareza na orientação do que devemos fazer, mas no processo geral vai muito bem. Se estava em dúvida, garanto que Deathloop é uma experiência sólida e agradável.

Positivo
  • História interessante
  • Os loopings são bem utilizados
  • O jogo é bastante inovador
  • Sistema de áudio excelente
Negativo
  • Faltou foco em algumas partes, no sentido de orientação
Nota 85


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