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Lost At Sea é um projeto independente lançado pela HeadUp Games. O jogo tem como proposta resgatar memórias do passado do protagonista e através de puzzles avançar na história, entretanto o game falha em vários aspectos.

Sobre a gameplay e sua história

Em Lost At Sea, a gameplay é extremamente simples. Por um lado, isso poderia ser bom. Ou seja, um jogo que teria fácil acessibilidade para todos que o experimentassem, mas não é o caso. No game, o player tem basicamente três ações: Se movimentar, resolver puzzles e usar sua bússola.

É claro, se trata de um projeto pequeno e não de um milionário orçamento, entretanto tudo no jogo fica muito monótono por conta da simplicidade.

Em sua curta duração (em média, não chega a duas horas de gameplay), o jogo oferece mecânicas muito parecida durante todo o trajeto. Não existe grande variação e nem uma evolução do personagem que estamos controlando.

No que diz respeito a história do jogo, é o seu ponto mais forte. Não chega a um nível de ser super envolvente, mas agrada e atraí curiosidade. Controlamos uma pessoa em busca de relembrar acontecimentos vivenciados, ligar os pontos do que aconteceu e através dessa jornada pelo passado, resolver situações pendentes com ela mesma.

A protagonista Anna ao chegar na misteriosa ilha tem que, além de passar pelo seu passado, enfrentar seus medos. Os medos são a única ameaça do game, contudo, é uma mecânica interessante. O inimigo do jogo funciona como uma “áurea” negativa, a qual quando aparece tudo muda. Por exemplo, com a chegada dele, a ensolarada ilha se transforma em um ambiente escuro e desagradável.

Os puzzles e desafios

Como mencionado anteriormente, Lost At Sea tem como seu principal modo de jogo a resolução de puzzles. Na ilha, várias situações são colocadas para que o jogador resolva o problema em questão. O problema é que muitos dos puzzles não são exatamente algo para se resolver.

Existem, por exemplo, puzzles onde sua única ação é pular em uma linha reta. Outros, andar e apontar com sua bússola para ponto “x”. Ou seja, simples ações do jogo em uma ordem específica são, em sua maior parte, a gameplay como um todo.

Quanto ao inimigo também já mencionado, a forma de combatê-lo é mais simples ainda. Anna ou deve encarar o medo para que o mesmo suma, ou eventualmente fugir. Não há nem um mínimo de combate, deixando tudo muito pacato.

Conclusão

Como foi dito, Lost At Sea não se trata de um jogo de grande investimento, então ressalvas são feitas ao que foi apresentado. Mesmo assim, muitas coisas precisam melhorar.

Nota-se que o estúdio conseguiu produzir algo interessante no que diz respeito a narrativa. Com mais tempo e orçamento, tem potencial para lançar um conteúdo melhor ainda.

Quanto a gameplay, polimento e demais aspectos técnicos, são nesses pontos em que se encontram os problemas. As texturas mereciam mais atenção, tendo em vista que o cenário é extremamente agradável (uma ilha). Outro ponto foram os bugs. Por diversas vezes ao morrer no game nunca mais avançava de uma tela preta, sem contar momentos de movimentação onde a personagem travou e não tinha o que se fazer.

Lost At Sea poderia ser muito melhor. Entrega uma premissa de história interessante, mas não o suficiente para alavancar o restante do jogo.

Positivo
  • A história tem potencial
  • A ideia do inimigo funciona bem
Negativo
  • Jogabilidade extremamente simples
  • Bugs recorrentes
  • Faltou polimento
Nota 50

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