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Em 2020, Ghost Of Tsushima foi um dos games de maior sucesso do ano. Com vendas altíssimas, muitos prêmios de Jogo do Ano e uma aclamação tanto crítica quanto popular, o game da Sucker Punch parecia ter alcançado o topo. Entretanto, apenas parecia. Sua versão Director’s Cut faz de um jogo incrível ainda mais memorável.

Agradecemos muito a equipe de comunicação da Sony/Playstation no Brasil pelo envio em antecipado do game.

Antes de tudo, sobre Ghost of Tsushima em si

Antes de começar a falar de tudo que a Director’s Cut trouxe ao game, é válido comentar sobre o jogo em si. Ghost of Tsushima, para quem não conhece, é um game que se passa no Japão feudal, em 1274 para ser exato. Vivenciamos o protagonista Jin Sakai, o qual enfrenta a ameaça mongol durante esse período.

O game trabalha com diversos aspectos históricos e chama a atenção principalmente por dois pilares: Combate e visual.

Se tratando do combate, a Sucker Punch conseguiu trazer um realismo e ao mesmo tempo uma experiência totalmente divertida nos enfrentamentos da campanha. Sempre acompanhado de sua katana, Jin enfrenta durante toda sua jornada inúmeros inimigos dos mais variados tipos. O ponto forte entra que o combate é fluído, bem feito, com bastante precisão nos comandos e, claro, bastante explícito em seus cortes. Além disso, outros itens como um arco, bombas e distrações estão entre as possibilidades de Jin.

Agora, falando do visual do jogo, é estonteante. A quantidade de cenários, diferentes tipos de ambiente, fauna, flora e tudo com uma enorme imersão, fazem do jogo um dos mais belos mais produzidos, se não o mais.

O jogo base é muito bonito

O uso de cores é abundante. Pode-se encontrar florestas de todos os tipos e cores. Além disso, o jogo apresenta muita vida no cenário, com naturalmente folhas caindo, o vento movimentando o ambiente e vários animais, assim como inimigos, transitando na ilha de Tsushima.

Dito um pouco sobre o já conhecido game, vamos para as novidades da Director’s Cut.

As melhorias são notáveis na nova versão

Geralmente, quando se lança uma versão melhorada de algum jogo/produto é natural que se crie empolgação, entretanto tem um sentimento de que “vai melhorar um pouco”. Nessa versão de Ghost of Tsushima, não é isso que acontece, pois melhora muito!

A começar pelo incrível uso do DualSense. Digo que desde o lançamento de Astro’s Playroom, game feito justamente para mostrar muito do controle novo, Ghost foi o que melhor usou as funcionalidades. É incrível sentir o cavalo galopando através do tátil do DualSense, por exemplo. Pelo controle, podemos ter uma experiência muito mais imersiva com explosões, quedas, o vento que sempre está presente e, é claro, os gatilhos adaptáveis. Ao utilizar o arco e suas melhorias, bem como puxar uma corda para derrubar uma porta, os gatilhos funcionam de uma forma sensacional. Nota 10 para o uso da tecnologia.

O jogo apresenta duas opções para os players: Um modo de imagem e outro de performance. Em ambos, o resultado é bem satisfatório. Nesse caso, não é que se pode jogar apenas com uma coisa ou outra e sim que existirá um foco maior no que for optado. O game manteve 60 FPS estáveis, além de estar muito mais polido do que a versão de lançamento do PS4, última vez que havia jogado. Não presenciei nem um bug em mais de 20 horas de gameplay, inclusive.

Finalmente, a ilha Iki

Muita gente fica curiosa com o tamanho da expansão e sobre seu conteúdo em si, então deixando claro desde já: A ilha Iki é grande e tem muita coisa para fazer.

Falando da campanha principal, diria que em torno de 10 horas, para menos. Contando todo o ambiente e missões secundárias, mais de 20 horas. De fato é um conteúdo robusto e de bastante qualidade, com uma abordagem diferente.

Iki é incrível e intimidadora

Primeiramente, entrar no âmbito da história é importante. Espere na ilha de Iki muitas menções e desafios do passado de Jin Sakai. Além disso, a abordagem da expansão vai muito além de um confronto contra um grupo inimigo, envolvendo toda uma questão pessoal e fantasiosa, mística. Esse lado mais sobrenatural é extremamente bem colocado nas boas horas de gameplay. Confesso que muitas vezes, em outros jogos, quando se mistura o cotidiano com o sobrenatural costumo não gostar, mas em Ghost of Tsushima: Director’s Cut, achei super bem feito. Existe todo um background por trás do que está acontecendo e você vê o drama do protagonista em situações que são da cabeça dele. É muito interessante, instigante e detém um enredo muito bom.

Na ilha, também, muitas coisas são novas. A personalidade de Jin é reiniciada, ou seja, você moldará sua história a parte na ilha. Não se perde tudo que se adquiriu, como habilidades e trajes, mas temos novas opções. Ataques, especializações, armaduras e “skins” novas estão disponíveis durante todo o trajeto. Vale bastante a pena fazer as missões secundárias, pois, assim como no jogo principal, contém qualidade e acrescentam na história, não sendo repetitivas e nem só para “preencher horas”.

Por fim, a beleza da ilha é tão grande quanto a de Tsushima. Mais ainda do que a ilha principal, diria que Iki consegue ser mais impressionante em paisagens diferentes e uso das cores. De fato, consegue transmitir uma sensação de que a cada “nova esquina”, um cenário maravilhoso irá aparecer. Muitas das vezes, é o que acontece.

Belíssimo

Conclusão

Como dito no início da análise, era muito difícil melhorar um jogo já consolidado, mas conseguiram. A Director’s Cut de Ghost of Tsushima entrega muito, mas muito mais do que uma simples versão melhorada. Além de melhorias notáveis para o PS5, a ilha Iki é maravilhosa de se explorar além de conter uma história super bem feita e envolvente. Sem sombra de dúvidas, Ghost of Tsushima: Director’s Cut é uma das melhores experiências no mundo dos games em 2021.

Positivo
  • Visual está ainda mais belo
  • Nova ilha apresenta muitas novidades, tanto em design quanto em missões
  • A trama da expansão é boa
  • Uso muito bom do DualSense
  • Melhorias bem executadas
Nota 96


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