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Primeiramente é importante frisar que esta review se trata de um jogo em Early Access. O game em questão já está disponível para jogar e comprar, entretanto, seu lançamento oficial está marcado para 2022, o que faz com que muitas melhorias possam ocorrer até lá.

Arcadegeddon é um jogo co-op (mas que pode ser jogado solo) que mistura aspectos de modernidade com o clássico estilo arcade. O game apresenta um estilo gráfico que lembra muito o de Fortnite, mas a semelhança fica apenas nisso. Em Arcadegeddon, o jogador é colocado em “runs” as quais os objetivos são distintos, mas como o próprio nome remete (Arcade), a grande dificuldade é de se avançar o máximo possível.

Para quem não sabe, os jogos arcades, dos antigos fliperamas, eram aqueles os quais “não tinham um fim”. A gameplay era linear, entretanto não havia um ponto final para acabar o jogo; o jogador continuava até dar o chamado fim de jogo. Em Arcadegeddon, a proposta é justamente essa: Jogar até que não se tenha mais opções.

O estilo apresentado é interessante. É uma temática que foge do que estamos acostumados e isso sempre é bom nos games, afinal é muito comum termos jogos repetitivos e sem inovações. Mas finalmente entrando no jogo, falar sobre todos os aspectos presentes nele se faz importante.

Como funciona a gameplay

Arcadegeddon, como citado anteriormente, tem o estilo arcade já em seu nome. O game ser jogado sozinho ou em grupos de até 3 pessoas, com a dificuldade acompanhando o número de jogadores. Não se torna insustentável o formato realizado, essa dificuldade “moldável” é bem realizada. Por exemplo, em uma run sozinho você enfrenta “50” inimigos em um mapa; quando estiver em dupla, o número de inimigos deverá ser em média de 100, mantendo a mesma dificuldade para cada jogador.

A gameplay, portanto, sendo esta de maneira solo ou em grupo, se dá da seguinte maneira: Existem vários biomas/mapas, os quais dentro de cada um você deve realizar os objetivos.

Esses biomas apresentam grande variação de cenários. Existem mapas noturnos e diurnos, com temática futurista, pós apocalíptica, aquática, espacial e muitas outras variações. Ao começar a chamada “run” – isso seja sozinho ou em grupo – o jogador deve se destinar ao ponto marcado na tela. Até alcançar este ponto, muitos inimigos irão aparecer e quando alcançá-lo finalmente, teremos os objetivos.

Esse objetivos variam muito de mapa para mapa e de run para run. Em momentos pode ser necessário defender uma área dos inimigos, outros momentos podem exigir que o player destrua pontos do mapa e até mesmo há objetivos que envolvem exploração.

Após terminar o que for solicitado, o jogador avança para um checkpoint. Na sequência, mais uma série de objetivos e o fim do mapa. Ao terminar se inicia a “Dificuldade 2” e assim por diante vai avançando (dificuldade 3, 4, 5…). A cada avanço, sua pontuação aumenta e a dificuldade também, fazendo com que assim seja cada vez mais difícil de se manter sem morrer, como justamente nos clássicos arcades.

Abro aqui um espaço para falar da experiência com o DualSense, no PS5. Todas as armas apresentam variações nos gatilhos adaptáveis e isso é muito legal para imersão. E são todas mesmo! A diferença se nota até em metralhadoras leves para pesadas, por exemplo. As armas a laser são um barato, pois causam uma vibração bem diferente das que vi nos games até agora.

O combate

Um jogo como esse deve oferecer um combate satisfatório e bem feito. De fato, o game entrega isso muito bem. Todo o combate do jogo é bem realizado, acessível e durante boas horas de gameplay não apresentou problemas.

Existe uma boa variação de inimigos. Os mais comuns são robôs que atiram de longe e não causam muito dano, mas o game oferece uma boa camada de opções. São vistos inimigos mais fortes e voadores, inimigos com escudo, outros que vão até a direção do player e explodem, realmente uma boa gama de adversários. Também, em alguns mapas de maneira aleatória é liberada uma “boss fight”. Nessa batalha especial, a dificuldade é bem elevada e o inimigo apresentado não está presente nas runs normais. É um risco a se pensar, afinal caso morra na batalha o progresso termina, mas caso derrote o chefe muitas recompensas boas são dadas, como pontos, upgrades para o personagem naquela run e armas ótimas.

Durante esses combates, há opção de se escolher a forma como enfrentar a todos. O jogo tem no total 30 armas diferentes e elas são obtidas durante o progresso e exploração dos mapas.

As armas oferecem muitas abordagens. Pode-se optar por um enfrentamento à distância, com sniper’s e seus derivados, por exemplos. Para quem gosta de estar próximo do inimigo, existem tanto metralhadoras quanto armas de laser, lança-chamas e explosivas de curto alcance.

Não presenciei nenhum bug durante a jogatina de mais de 10 horas. Todos os momentos de se enfrentar os NPC’s ocorreram super bem.

Opções de customização

Como é tendência atualmente, todo jogo multiplayer tem tido grandes opções para se customizar tudo, desde o seu personagem até armas e gestos. Em Arcadegeddon, não é diferente.

O game possibilita que se alterne todo o personagem. Roupas, cabelos, expressão facial, tudo é possível de se modificar. As armas, também, tem skins diferenciadas, algumas especiais e no padrão mudando as suas cores.

Na sua base, existem vários “aliados” por assim dizer. Esses aliados oferecem desafios pontuais/diários, os quais quando são cumpridos, há bonificação. Esses prêmios podem ser novas habilidades e opções de customização, como aconteceu na minha jornada, a qual ganhei itens de todas as ramificações.

Vale dizer, também, que existe uma aba de habilidades. Essa aba funciona como o seu “poder especial” e se têm 8 opções, podendo equipar até 2 e conquistando elas durante o progresso do jogo.

Conclusão

Arcadegeddon é um ótimo game. Sua fluidez é boa e não se torna repetitivo. Muitas variações fazem do jogo bem divertido e fácil de se perder algumas horas. O fato do game ter muitas armas, mudanças constantes de objetivos e mapas, inimigos que não se repetem sempre e uma boa customização fizeram com que tenha sido um tiro certeiro no alvo. A versão early access ainda não é a oficial, mas ao pensar que o jogo pode melhorar ainda mais (e deve, inevitavelmente) faz pensar que possa se tornar um grande sucesso.

Positivo
  • Boa fluidez
  • Ótima variações de armas, inimigos e cenários
  • Fácil de se adaptar
  • Bom uso do DualSense (PS5)
Negativo
  • Por estar em early access, alguns cenários são simples
  • Ainda não existe tradução para português
  • Podem adicionar mais modos de jogo
Nota 83


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