The Outer Worlds 2 tem sido alvo de críticas por apresentar uma sátira de capitalismo considerada superficial, segundo análise publicada originalmente pelo site PC Gamer.
A avaliação aponta que o novo RPG da Obsidian entrega sistemas polidos e opções mais amplas de interpretação, mas não aprofunda os temas políticos e econômicos que estruturam seu universo.
O título, lançado sob o guarda-chuva da Microsoft, é descrito como competente em mecânicas, porém limitado em seus comentários sobre o funcionamento de megacorporações e regimes autoritários.
O texto destaca que a sequência introduz melhorias em relação ao primeiro jogo, com escrita mais consistente, falhas de personagem mais criativas e maior flexibilidade de escolhas.
Apesar disso, a crítica classifica o enredo como pouco impactante e incapaz de gerar emoções significativas, reforçando que a experiência permanece previsível e sem novidades que renovem o interesse do jogador.
A principal observação recai sobre a forma como o jogo aborda os temas centrais de sua narrativa.
A corporação fictícia Auntie’s Choice e o regime fascista conhecido como Protectorate são apresentados como elementos centrais do conflito, mas segundo a análise, essas entidades aparecem de forma caricata e simplificada, impedindo que a sátira dialogue com questões reais que inspiram sua criação.
Para o autor, a representação exagerada acaba esvaziando possíveis críticas ao capitalismo moderno, uma vez que as situações retratadas se distanciam das experiências concretas enfrentadas por trabalhadores e consumidores.
Outro ponto mencionado é o contraste entre o conteúdo do jogo e o contexto da própria Obsidian, hoje pertencente à Microsoft.
O texto relembra que o desenvolvimento de The Outer Worlds 2 ocorreu paralelamente ao período em que a Microsoft concluiu a aquisição da Activision Blizzard, além de promover demissões e reorganizações internas.
Segundo a análise, essa realidade corporativa robusta evidencia a tensão entre o discurso satírico do jogo e a estrutura empresarial que sustenta sua produção.
A crítica também compara The Outer Worlds 2 a obras como Disco Elysium, destacando que jogos que utilizam sátira política costumam propor reflexões prolongadas.
No entanto, a sequência da Obsidian, segundo o texto, oferece vilões exagerados, personagens pouco aprofundados e tramas que não exploram as implicações sociais das ideologias que retrata, resultando em uma obra que diverte, mas não provoca.
A análise conclui que, apesar do humor e das mecânicas sólidas, o jogo deixa de estimular debates sobre capitalismo e autoritarismo, atuando mais como entretenimento leve do que como obra crítica.
Fonte: PC Gamer






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