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A música é uma das formas mais antigas de expressão artística da humanidade. A música está presente nas nossas vidas, marcando etapas, simbolizando momentos únicos e sendo parte da nossa construção enquanto pessoas, muitas vezes, moldando até nossas decisões. Garanto que é fácil para você listar uma série de música que marcaram a sua vida.

E por mais que jogos digitais sejam produtos de experiência interativa ricamente (mas não unicamente!) visual, a música é um dos componentes mais importantes dessa construção interativa que é jogar videogame. Imaginar games sem música é, no mínimo, estranho.

E assim como os gráficos e a jogabilidade, a música também evoluiu muito nos games. Desde as primeiras experiências com sons arcaicos em Space Invaders e Pac-Man, passando pelo surgimento do Chip Tune como estética musical e dos jogos musicais como Dance Dance Revolution e Patapon, ao genial minigame do violão em The Last of Us Part II, que fez quase todo mundo tentar tocar alguma coisa com Ellie, a música sempre se colocou como um dos aspectos mais cativantes dos jogos digitais, contribuindo para a imersão e estimulando nossos sentimentos auditivos. Se inicialmente as músicas eram apenas beeps tunados e programados musicalmente, hoje, os desenvolvedores e compositores usam orquestras completas para apresentar temas cada vez mais ricos e detalhados, com celos, flautas, violinos, guitarras e vocalizações criando texturas e harmonias únicas para nossos momentos de entretenimento “videogamístico”.

Um movimento cada vez mais comum na indústria é o uso de obras de músicos e bandas conhecidas como trilha sonora. Da adaptação da Korobeiniki, composição folk russa do século 19 em Tetris à Rock ‘n Roll Racing e sua trilha sonora cheia de clássicos do rock, como Paranoid, do Black Sabbath, To Be Wild, do Steppenwolf, Bad to the Bone do George Thorogood and the Destroyers e Highway Star, do Deep Purple; sem esquecer às homenagens (para não acusar ninguém de plágio) da trilha sonora de DooM à diversos clássicos do thrash metal, como This Love, do Pantera e Master of Puppets do Metallica, passando pela introdução do Low Roar e seu post-rock em Death Stranding e a releitura do clássico atemporal de David Bowie The Man Who Sold The World em Metal Gear Solid V – The Phanton Pain e o cover de We’re Gonna Take It, do Twisted Sisters, performada pela banda Veilröth, no final de Wolfenstein II; Through the Valley, de Shawn James, em The Last of Us Part II… Sem contar as incontáveis músicas presentes em jogos como Guitar Hero e Rock Band, com bandas como Metallica, Beatles, Lady Gaga e Michael Jackson! São tantos e tantos exemplos que é até fácil termos esquecido algum grande clássico que algum fã irá colocar nos comentários! O fato é que o uso de músicas licenciadas em games é uma via de mão dupla benéfica e positiva para todos os envolvidos, pois, ao mesmo tempo que expõe o trabalho dos músicos em novos contextos, integra ao jogo digital um grau maior de realismo por estar usando ‘músicas do dia-a-dia’ e que podem até fazer parte das nossas vidas.


Por outro lado, a produção original de músicas para jogos digitais também é cada vez maior. E não é de hoje. O inesquecível tema de Super Mario Bros. de Koji Kondo, em suas milhares de versões nos prova que música para games são apaixonantes desde sempre; As trilhas sonoras emotivas e cativantes de Chronno Trigger e Final Fantasy VI e VII, de Nobuo Uematsu; Os incontáveis clássicos com cara de heavy metal da franquia Mega Man X; as batidas techno da franquia Streets of Rage; as músicas de cada cenário de Street Fighter II, tentando retratar as particularidades musicais de cada país; Os temas épicos de Skyrim e de The Witcher III; a trilha soturna e melancólica de Castlevania, Silent Hill e Bloodborne! Snake Eater, de Metal Gear Solid 3, música com cara de algum filme de 007; ou o tema orquestrado e cheio de pompa do renomado compositor Hans Zimmer, de Rainman, O Rei Leão, Hannibal e Interestelar para Call of Duty: Modern Warfare II; a trilha etérea e viajante de Journey… São apenas alguns dos incontáveis exemplos de músicas compostas para games, em um processo que produz cada vez mais músicas originais e de qualidade excepcional.

A música em games, seja ela licenciada ou original, é apaixonante; contribuindo de forma única para criar a sensação excepcionalmente singular de imersão no mundo do jogo, dando vida e ambientalizando histórias e ações. Seja em um momento triste e impactante da narrativa ou em um combate frenético e intenso de gameplay, a trilha sonora faz toda a diferença, sendo um aspecto além de marcante, inesquecível.


E pra você? Que músicas de ou em jogos digitais marcaram sua vida? Deixa aí nos comentários!



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