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Analisar o mercado dos games ano após ano sempre é interessante, pois notam-se muitas mudanças. Durante o passar das gerações, é nítido que o foco de produção se altera de acordo com o momento, mas uma coisa sempre é uma busca incessante: Produzir um game de maior qualidade.

Semana passada, Jim Ryan, CEO da Sony, comentou sobre isso. Para ele, vale muito mais ter adiamentos em jogos do que apenas lançar um game visando lucro. Ryan também disse a frase que dá título ao presente texto, “só os melhores jogos são lembrados”. Com isso, muito sobre o assunto foi debatido na internet.

O mais do mesmo no mundo dos games

A indústria dos games tem uma enorme quantidade de lançamentos. A cada mês, inúmeros jogos de todas as temáticas são lançados, porém poucos se destacam.

Entretanto, apesar da enorme quantidade no geral, é fácil se encontrar a mesma dificuldade de “alta qualidade” em grandes estúdios. Lançamentos de títulos saturados, jogos reciclados e repetitivos são mais do que presentes.

Basta analisar o número de lançamentos da Ubisoft, por exemplo. Em um período anual é comum que a gigante publique 3, 4 games de alto orçamento. Tal estratégia não funcionou! Por mais que se tenha perdurado por anos, a própria empresa disse publicamente que mudará sua abordagem, focando em jogos online (para manter as receitas) e dando mais atenção a produção dos lançamentos single-player.

A ideia está ligada ao tema do texto. No exemplo da Ubisoft, ótimos jogos são produzidos, mas nenhum nos últimos anos conseguiu chegar naquele nível de excelência que é tão raro de se atingir.

Nintendo e Playstation visam os melhores

A exclusividade de alguns games é tema que agrada e ao mesmo tempo desagrada muita gente. Independente disso, é fato que muitos benefícios são conquistados a partir dessas “disputas”, com um lado impulsionando o outro.

A Nintendo entende disso a mais tempo do que todos. É impressionante analisar a qualidade e a consistência de que os exclusivos da marca se mantém. A representatividade e importância de duas das maiores franquias, Zelda e Mario, são inalcançáveis. Esses exclusivos da Nintendo conseguem ir bem em todos os sentidos! Os jogos citados vendem muitas, mas muitas cópias para seus jogadores. Também, atingem o nível mais alto da crítica, com médias de notas constantemente acima de 90 e até 95. Esses são os jogos que fazem a diferença e que são lembrados.

Os exclusivos Playstation tem seguido um caminho positivo nesse sentido. Com o passar dos anos, o foco e investimento em jogos de bons gráficos, narrativas imersivas e alto polimento se tornaram padrão do PS. Assim como já Nintendo, jogos como God Of War e The Last Of Us estão no topo da lista para os jogadores de Playstation.

Inclusive, um fato interessante é que dos jogos com mais prêmios da história, todos intercalam entre as duas marcas:

  • The Last Of Us Part II (Playstation)
  • The Witcher 3 (disponível em ambas)
  • Zelda Breath Of The Wild (Nintendo)
  • God Of War (Playstation)
  • The Last Of Us (Playstation)

E realmente, os melhores são os lembrados

É muito difícil produzir um jogo de qualidade, fora da curva. De fato, são poucos os jogos que alcançam um patamar de primeira prateleira, dignos de serem jogados e lembrados anos após o lançamento.

Vivenciamos um ótimo período. Apesar da alta demanda por multiplayer’s e a repetição já comentada, também estamos cada vez mais notando um foco por parte dos estúdios na produção de algo realmente bom.

A fala do CEO da Sony faz total sentido, assim como o título principal da matéria. Muitos jogos serão lançados e jogados, mas poucos serão lembrados por muito tempo. A esses, os que não serão esquecidos, devemos aproveitar ao máximo.



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